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05 julho 2011

A Universidade da Tolerância (Depoimentos que Veja não ouviu)

A Universidade da Tolerância

Professores, parlamentres e juristas reagem à matéria da revista Veja sobre a UnB

Da Secretaria de Comunicação da UnB

As universidades foram criadas no século XII como espaços de tolerância. Não há como garantir a produção de conhecimento sem a livre circulação de ideias. Não se questionam dogmas – sejam eles de qualquer natureza, sem que esteja garantida a abertura para isso. Não se derrubam certezas científicas quando não há oportunidade para duvidar delas.

Na Universidade de Brasília não é diferente. As disputas políticas e intelectuais existem e são bem-vindas. O debate alimenta a universidade, faz com que ela avance diante de falsos consensos. Se existe algum credo aqui é aquele ensinado pelo iluminista francês Voltaire: "Posso não concordar com as palavras que você disser, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-las".

A última edição da revista Veja traz uma matéria em que imputa à Universidade de Brasília o aposto de madraçal esquerdista. A reação ao texto veio de personalidades respeitadas das mais diferentes áreas. Nesta terça-feira, após a publicação da carta do reitor, outras pessoas saíram em defesa da universidade. Os que quiserem se somar ao movimento devem encaminhar seus emails para secom@unb.br. Leia abaixo as manifestações.

Reitor da UnB rebate ataques da revista Veja

CARTA DO REITOR - 05/07/2011

Aos professores, funcionários e estudantes da Universidade de Brasília

José Geraldo de Sousa Júnior

Esta não é uma carta de resposta. O que inspira estas linhas é uma pergunta, a mesma pergunta registrada nas centenas de mensagens de solidariedade que recebi nas últimas horas: por que a revista Veja atacou a Universidade de Brasília na reportagem Madraçal no Planalto?

A matéria do final de semana diz que “um dos símbolos da luta pela democracia durante o regime militar, a UnB tornou-se reduto da intolerância esquerdista”. São cinco páginas de acusações mentirosas, erros grosseiros e ataques covardes à universidade e ao seu órgão colegiado superior, o Conselho Universitário.